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Escolha do nome: vamos falar de arrependimento?

em 26/05/21


Ontem conversei com uma mãe que está arrependida do nome que acabou por escolher para a filha e que se recriminava muito por sentir tamanha insegurança. Garanti-lhe que já falei com várias pessoas na mesma situação e que, apesar de ser um assunto quase tabu, a verdade é que nem sempre a decisão que tomamos ao longo da gravidez faz sentido depois de o bebé nascer. 

Há nomes que foram escolhidos por pressão familiar, nomes que foram terceiras ou quartas escolhas porque houve necessidade de chegar a um consenso; nomes que pareciam perfeitos até aos primeiros dias e depois, simplesmente, passaram a agredir o ouvido. Os motivos variam muito, mas o sentimento de tristeza e impotência costuma ser sempre igual, bem como a ideia que são as primeiras pessoas do mundo a passar pela experiência. Não são! E não precisam de ter vergonha, nem devem focar-se no que é que os outros irão pensar, porque se nos arrependemos de tantas coisas ao longo da vida, se tomamos tantas decisões precipitadas, será assim tão impensável que isso aconteça com a escolha de um nome? 

Tendo em conta os relatos que já fui ouvindo, acho que devem sempre partilhar o desconforto com o vosso parceiro ou parceira, porque o sentimento de culpa costuma ser enorme e acho que ninguém deve passar por isso sozinho. E depois, se ponderarem mesmo mudar o nome - o que, a meu ver, não é o fim do mundo, de todo! - o meu conselho é que entrem em contacto com o IRN para perceber como é que o poderiam fazer. 

Acima de tudo, quero deixar-vos uma palavra de conforto e reforçar a ideia que esta sensação é comum a muitos pais e que mesmo que não conheçam casos de pessoas que mudaram os nomes dos filhos, não quer dizer que a ideia não lhes tenha passado pela cabeça! 

E desse lado, alguém sentiu arrependimento pelo nome escolhido?